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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Como conciliar envelhecimento e alimentação

Seção : Saude Plena - Nutrição - 19/11/2010 09:50


Como conciliar envelhecimento e alimentação

Gabriel Miranda - Redação Saúde Plena

De uma coisa os seres humanos não escapam: do envelhecimento, uma experiência que leva o corpo humano a progredir continuamente. As razões pelas quais envelhecemos ainda não são bem compreendidas pela ciência, mas é sabido que a alimentação exerce enorme influência na velocidade e na forma com que o nosso organismo envelhece.

Por isso, é bom sempre manter uma alimentação equilibrada e elaborada por um especialista – o nutricionista. Vegetais são fundamentais no processo, pois são ricos em antioxidantes (como vitaminas A, C, E) e fitoquímicos e contribuem para a prevenção e retardamento da progressão de alguns cânceres. Ricos em fibras, auxiliam ainda na melhora do funcionamento intestinal, controlando também os níveis de açúcar no sangue e reduzindo os níveis de colesterol.

Através do nutricionista, conseguimos conciliar o consumo de alimentos ricos em diversos nutrientes. Estes são fundamentais para se manter um peso saudável e, ao mesmo tempo, são capazes de oferecer uma alimentação adequada que supra todas as necessidades nutricionais de maneira individualizada. O baixo peso é um grande problema para idosos, muitas vezes devido a dificuldades como falha da dentição, falta de apetite e uso de medicamentos que desencadeiam a anorexia em idosos.

Consuma diariamente alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Ambos são fundamentais para se manter a saúde óssea. Faça caminhadas ao sol por pelo menos 30 minutos diários, auxiliando desta forma que o próprio corpo humano sintetize a vitamina D. Durante o inverno, quando a exposição do sol é reduzida, aconselhamos em alguns casos o uso de suplementos da vitamina.

A absorção da vitamina B12 e ácido fólico é reduzida conforme a idade, mas é fundamental seu consumo regular. O idoso deve ainda ter uma atenção especial quanto à hidratação.

Calorias

As necessidades calóricas de um idoso maior de 70 anos estão em geral diminuídas e associadas à atividade física menor. O metabolismo no idoso de 50-70 anos é reduzido em cerca de 7,5% e cai em 10% após 70-80 anos. Recomenda-se para os idosos com idade acima de 65 anos: 35 a 40 Kcal/kg/dia e para as idosas, 33 a 40 Kcal/kg/dia.

Proteínas

Nos idosos, a síntese de proteínas está mais lenta e sua digestão e incorporação estão reduzidas. Portanto, devemos ofertar mais qualidade proteica do que quantidade; o idoso não deve fazer dietas restritivas e vegetarianas extremas. Os aminoácidos essenciais têm suas necessidades aumentadas em até duas vezes em relação às recomendações de um adulto, para manter o balanço nitrogenado positivo (exemplos: metionina e lisina).

Carboidratos

A maior parte da oferta calórica diária deve vir dos carboidratos (50-60%). Os idosos podem ter alterações da curva glicêmica similar ao diabético, em que é importante ofertar carboidratos integrais ricos em fibras e alimentos com baixo e moderado índice glicêmico.

Devemos restringir a sacarose e as farinhas altamente refinadas, que estão associadas a causas de constipação intestinal, câncer de cólon e diabete mellitus. Dar preferência aos carboidratos complexos como arroz, pães e massas integrais, aveia, bolachas integrais, frutas e vegetais variados. É comum idosos apresentarem flatulência com alguns vegetais como brócolis, pimentão, pepino, couve-flor. Uma dieta rica em fibras ajuda na integridade intestinal e diminuição da flatulência.

Lipídios

Os idosos tendem a apresentar elevação da pressão arterial, aumento do colesterol total e LDL (colesterol ruim) e diminuição do HDL (colesterol bom), principalmente com a redução da atividade física. Normalmente o idoso apresenta uma deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

As recomendações de gorduras da dieta do idoso devem ser de 25-35% do valor calórico total da dieta. Em alguns casos, recomenda-se um aumento de 30-40% do valor calórico, o que torna a dieta mais palatável ao idoso com caquexia ou anorexia.

Mas não se esqueça: nada de montar o cardápio sem a orientação do nutricionista.


http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_43/2010/11/19/ficha_saudeplena_nutricao/id_sessao=43&id_noticia=31241/ficha_saudeplena_nutricao.shtml?parceiro=correioweb

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